Oficina de Oração

Ensinando a orar e a viver

A oficina de oração, grupo presente em todas as paróquias da região (em Santo André desde 1991) é um método aprovado pelo Papa João Paulo II para ensinar as pessoas a rezarem fazendo um encontro pessoal com Deus. Ela foi fundada pelo Frei Ignácio Larrañaga. Dentro das seções a maior parte dos momentos é de interiorização e oração pessoal, de diversas maneiras.

Otilia Francisco Meireles é uma das chamadas “guias” das oficinas (os guias são os coordenadores das seções). Ela nos conta que o seu maior “instrumento de trabalho” é a Bíblia, pois é a partir dela que podemos nos encontrar com Deus mais facilmente, através da oração: “A maioria das pessoas que chegam às oficinas têm uma Bíblia em casa, porém não sabem manuseá-la. Precisamos aprender a meditar e a vivenciar a Palavra de Deus”, diz A Oficina é composta por quinze seções, geralmente semanais, onde é muito usado o “silenciamento” já que nos dias atuais é muito difícil para a maioria das pessoas encontrar algum momento mais reservado para a oração. “As pessoas rezam sim, o Pai Nosso, Ave Maria, porém esquecem de terem essa conversa mais intima com Deus, o que é necessário” diz a guia. “A partir daí, começamos a compreender melhor o próximo e a nósmesmos e encontrar a paz, pensando sempre: o que faria Jesus no meu lugar.” Os grupos têm entre 15 a 25 pessoas. Devido à maioria das paróquias possuírem as oficinas o número tem diminuído um pouco já que as pessoas são sempre encaminhadas para o local mais próximo de suas casas.

Para se tornar um guia, a pessoa precisa passar por duas oficinas e mais um curso de um ano e meio de duração. O objetivo deles é levar aos participantes as diferentes formas de oração, além de mostrar o caminho melhor a ser seguido, ajudando as pessoas a encontrar Deus e tirando lições através da Bíblia. “A maioria das pessoas que passam pela oficina percebem mudanças nas suas vidas e continuam fazendo a sua ‘conversa’ com Deus, elas mergulham nesse mar de amor que é o nosso Senhor”, diz Otilia.

Fonte: Catedral Informa – nov/2006