Ministérios Extraordinários

Ministério da Sagrada Comunhão

Presente em todas as celebrações eucarísticas, a equipe de ministros tem o objetivo de levar Jesus até os fiéis, onde for necessário e a qualquer hora. São divididos em dois grupos: Ordinários (bispos, sacerdotes e diáconos) e Extraordinários (pessoas atuantes na comunidade e autorizadas a ministrar a comunhão).

O Ministério Extraordinário da Distribuição da Comunhão está sujeito a certas circunstâncias e exigências, por isso, é temporário. Na Catedral do Carmo, cada nomeação realizada pelo bispo tem uma vigência média de três anos e pode ser renovada ou não, a critério do pároco.

“Os ministros extraordinários são pessoas da comunidade paroquial, escolhidas pelo pároco para auxiliar nas tarefas do altar durante as celebrações, principalmente na distribuição da Eucaristia nas missas e para as pessoas enfermas, impossibilitadas de irem à Igreja”, descreve o coordenador do grupo dos ministros extraordinários da Catedral, Clive Iope. “Estes ministros são erroneamente chamados de ministros da Eucaristia, porém, os verdadeiros ministros da Eucaristia são os sacerdotes ordenados, que consagram as hóstias durante as missas”, completa.

Para ser escolhido para a função de ministro, o fiel deve ser uma pessoa idônea, ter participação ativa na comunidade e ser bem aceito na mesma. Além de distinguirse pela fé, pela vida cristã e pelos bons costumes. Segundo o coordenador, a função principal dos ministros extraordinários é auxiliar os sacerdotes na distribuição da comunhão.

“Alguns ministros extraordinários são ainda nomeados para outras funções, sempre que não houver padre ou diácono permanente disponível, como: Ministro da Palavra; Ministro do Batismo, Ministro das Exéquias (celebrações fúnebres); Ministro da Comunhão aos Enfermos; Ministro Testemunha Qualificada para o Matrimônio (preside a celebração do Matrimônio)”, conta.

O número de ministros leigos varia de acordo com as necessidades de cada paróquia. A Catedral do Carmo, por exemplo, conta com 26 deles. Para auxiliar os sacerdotes nas celebrações eucarísticas ordinárias de fins de semana, os ministros se organizam em grupos de no mínimo três por missa, conforme horário de preferência dos mesmos. Já para celebrações especiais (Natal, Páscoa, etc) são escalados conforme a necessidade e a disponibilidade. Quanto ao posicionamento no presbitério (espaço ao redor do altar), depende da ocasião. Se houver coroinhas, os ministros ficam mais recuados para deixá-los exercer a função de acólitos (ajudam o presidente da celebração servindo o altar).

Não havendo coroinhas, são os ministros extraordinários que exercem esta função. Entre eles, não existe uma hierarquia, mas cabe ao coordenador ser porta voz do pároco junto aos demais ministros. A única exceção é feita durante celebrações solenes, quando há um cerimoniário (coordenador da celebração). A instituição do Ministro Extraordinário iniciou-se, a título de experiência, com a instrução “Fidei Custos”, de 30 de abril de 1969. Tal experiência foi aprovada e confirmada pelo papa Paulo VI, no dia 29 de janeiro de 1973, pela instrução “Immensae Caritatis”, da Congregação para a Disciplina dos Sacramentos.

Fonte: Catedral Informa – dez/2006