Coroinhas
A continuidade na Igreja
E, não mais que de repente, as missas da Catedral colorem-se com lindas crianças em vermelho e branco: nasce um novo grupo de coroinhas. Os pequenos auxiliam o celebrante e seus ministros, executando funções que envolvem tocha, cruz, missal, librífero, turíbulo e naveta, além da guarda do báculo e da mitra, de forma bastante responsável.
A turma é formada por 19 “espuletinhas” que têm idade entre 9 e 13 anos. Na hora de “trabalhar” eles são divididos em grupos menores, geralmente de 4 pessoas. As participações acontecem nas missas das 11h e das 19h e em celebrações especiais.
Para se prepararem, encontram-se aos sábados (das 10h30 às 12h30) e, orientados pelos catequistas Sandro e Francini, fazem orações e dinâmicas em grupo, entre elas a leitura e discussão de passagens bíblicas. A catequese é equilibrada, mantendo intactas as características inerentes às crianças, como as brincadeiras e o falatório constantes.
Não deixam de lado as explanações sobre a fé católica ou o senso de responsabilidade a ser apresentado aos acólitos. Ao que parece, a receita dá certo. Todos participam dos encontros de forma ativa e alegram-se muito no momento em que são escolhidas suas funções nas missas do fim de semana. Rafaella Dias de Oliveira, de 13 anos, participa do grupo e diz sentir-se extremamente feliz enquanto coroinha, ainda que o começo tenha sido difícil por conta do nervosismo.
Ela explica que essa atividade é muito interessante porque mantém as crianças que já fizeram a primeira comunhão ligadas à religião, até o momento em que possam participar do curso de Crisma: “A gente continua se aproximando de Deus”, conta. É fácil perceber a busca do grupo pela união e pela comunhão de todos em busca de um mesmo espírito de fortalecimento: “É que nem uma frase que o Pe. Décio disse uma vez e que eu gostei muito: ‘Domingo sem missa, semana sem Deus’”, diz Raffaela.
Diz o Cristo: “Deixai vir a mim as criancinhas e não as impeçais, porque o Reino de Deus é daqueles que se parecem com elas” (Lucas 18,15-17). Dessa forma, são garantidos a alegria e a paz da nossa paróquia, assim como o desenvolvimento espiritual e socio-cultural das crianças.
Fonte: Catedral Informa – abr/2006