Exposição de relíquias lembra a vocação de todos os fiéis à santidade
Por Vinícius Ferreira Afonso
“Sede perfeitos, como vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5, 48)
Em comemoração à Solenidade de Todos os Santos, celebrada em 1º de novembro, a Catedral promoveu pela segunda vez uma exposição de relíquias.
Na primeira mostra, ocorrida no ano passado, em decorrência do Jubileu da Dedicação da Catedral, foram exibidos relicários de santos representados nas pinturas, vitrais e imagens de nossa paróquia.
Desta vez, o foco da exposição foram relíquias de santos e beatos de ordens e congregações religiosas que atuam na Diocese de Santo André.
Cerca de 200 pessoas visitaram a exposição, que contou com cerca de 70 peças, pertencentes ao acervo particular de um colecionador. Dentre elas, destacam-se as relíquias de São Pio de Pietrelcina, São João Maria Vianney e da Santa Cruz de Jesus Cristo.
Uma relíquia é um fragmento do corpo de um santo, ou um objeto que o tocou. Sua origem está presente ainda no Antigo Testamento, conforme se vê no relato do cadáver de um soldado que retornou à vida ao entrar em contato com os ossos do profeta Eliseu (2 Rs 13, 20-21).
O culto às relíquias esteve presente desde o início da Igreja. Exemplo disso são os lenços que haviam tocado o corpo do Apóstolo Paulo e que, levados aos enfermos, curavam-lhes as doenças (Atos 5, 16).
Para os cristãos, que desde os primeiros séculos veneraram os restos mortais dos mártires, as relíquias simbolizam o testemunho de todos os que, mesmo sem terem derramado o sangue pela fé, consumiram sua vida por causa do Evangelho.
O Concílio Vaticano II ensina que “todos na Igreja são chamados à santidade” (Lumen Gentium, V, 39). Desse modo, as relíquias dos santos também nos lembram que a santidade é algo palpável e bem ao nosso alcance, exercida na vida cotidiana de cada fiel.