Culto à Santíssima Virgem
Ao longo da História, a Igreja sempre se preocupou em dar aos seus fiéis a alegria de venerar a Bem-Aventurada Virgem Maria nas celebrações e em outras formas de culto. Em nossos dias, podemos meditar e contemplar os acontecimentos da história da Salvação pelos méritos que Maria recebeu. E ela nos deixa grande exemplo.
A devoção mariana tem uma atenção especial no culto cristão por causa de seu conteúdo doutrinal e sua incomparável riqueza pastoral. Por meio de Maria, podemos chegar a Cristo. Assim, a Igreja propõe durante o ano uma série de celebrações com a intenção de destacar a íntima relação de Maria com o Mistério da Salvação.
No início do Ano Litúrgico temos a solenidade da Imaculada Conceição (8 de dezembro), em que refletimos os méritos de Maria preparada para a vinda do Salvador. No Natal (25 de dezembro) veneramos a sempre Virgem Maria, que por sua maternidade divina, virginal e salvífica nos deu o Salvador.
Além destas festas há também as mais antigas celebrações da Igreja: a Anunciação do Senhor (25 de março), quando “o anjo do Senhor anunciou a Maria e ela concebeu pelo Espírito Santo”; e a Assunção de Nossa Senhora ao Céu (15 de agosto), quando contemplamos Maria na sua perfeita configuração a Cristo, elevada ao Céu. Estas quatro solenidades acentuam com o máximo grau litúrgico as principais verdades que se referem humilde serva do Senhor.
Mas além dessas quatro, temos também outros tipos de memórias ou festas ligadas ao culto local que alcançaram âmbito mais vasto e interesse mais vivo em alguns lugares (11 de fevereiro: Nossa Senhora de Lourdes, na França; 05 de agosto: Dedicação da Basílica de Santa Maria Maior em Roma, na Itália).
E ainda há outras datas originalmentecelebradas por congregações religiosas e que foram popularizadas (16 de julho: Nossa Senhora do Monte Carmelo, pelos Carmelitas; 07 de outubro: Nossa Senhora do Rosário, pelos Dominicanos).
São verdadeiras oportunidades que nos ajudam a entrar no mistério de Cristo Redentor e participar da obra Criadora do Pai, que nos Santifica no Espírito Santo. Como já dizia o Papa Paulo VI na encíclica Marialis Cultus (Culto Mariano), “a própria Liturgia é expressão altíssima e documento probatório da tradição viva”. Santa Maria rogai por nós!
