Aparição de Maria a Simão Stock

“A devoção do Escapulário do Carmo fez descer sobre o mundo copiosa chuva de graças espirituais e temporais”. (Pio XII, 6/8/50)

da Redação

Conta a tradição que viviam no Monte Carmelo, na Palestina, eremitas entregues à oração e à penitência chamados Carmelitas. Transferiram-se do Oriente para a Europa, devido a perseguições sofridas, com seus conventos destruídos e seus religiosos presos e mortos. Na Inglaterra, havia um homem penitente chamado Simão Stock, que posteriormente viria a ser declarado Santo. Ele se uniu aos Carmelitas e tanto se distinguiu por sua piedade, austeridade e liderança, que acabou sendo eleito Superior da congregação na Europa, em 1245. Teve coragem de adaptar a vida dos Carmelitas, que devia ser um misto de contemplação e de atividade apostólica.

Por conta de tais mudanças e das perseguições, recorreu com muita confiança à proteção de Nossa Senhora. Na noite de 16 de julho de 1251, no Convento de Cambridge, no condado de Kent, na Inglaterra, assim rezava São Simão Stock em sua cela: “Flor do Carmelo, Vinha florífera, Esplendor do céu, Virgem fecunda, singular. Ó Mãe benigna, sem conhecer varão, aos Carmelitas dá privilégio, Estrela do Mar!”.

Terminada esta prece, levantou os olhos marejados e viu a cela encher-se de luz. Rodeada de anjos, apareceu-lhe a Virgem Santíssima, revestida de esplendor, trazendo “A devoção do Escapulário do Carmo fez descer sobre o mundo copiosa chuva de graças espirituais e temporais”. (Pio XII, 6/8/50) nas mãos o Escapulário, dizendo com inexprimível ternura maternal: “Recebe, filho queridíssimo, este Escapulário de tua Ordem, como sinal peculiar de minha fraternidade, como privilégio para ti e para todos os Carmelitas. Quem morrer revestido dele não sofrerá o fogo eterno. Eis um sinal de salvação, de proteção nos perigos, eis uma aliança de paz e de eterna amizade”. Nossa Senhora voltou ao céu e o Escapulário permaneceu como sinal de Maria, tornando-se devoção de papas e reis, de pobres e plebeus, de homens cultos e analfabetos. É de todos e nos ensina a alimentar a esperança do encontro com Deus na vida eterna pela proteção e intercessão de Maria.